Investimentos

3 melhores investimentos que você pode fazer para nunca mais ter problemas financeiros na vida

Bitcoin? Ações? Muitos se perguntam o que fazer para evitar dívidas e conseguir ter uma vida tranquila e feliz sem se matar de trabalhar em ambientes tóxicos ou se tornar escravo do trabalho.

Bitcoin? Ações? Muitos se perguntam o que fazer para evitar dívidas e conseguir ter uma vida tranquila e feliz sem se matar de trabalhar em ambientes tóxicos ou se tornar escravo do trabalho.

Uma vez entrevistado, Ray Dalio – investidor bilionário americano e escritor do livro Princípios – foi questionado sobre que conselhos dar para os millennials.

Eles estão atualmente ativos no mercado de trabalho e ainda tentando superar barreiras para encontrar suas carreiras ideais e atingir seus objetivos de longo prazo (morar sozinho, casar, comprar um carro, etc…).

Seu conselho foi simples e direto: tenha uma reserva de ativos. Em outras palavras, poupança (do inglês, savings).

Porém, não estou falando da poupança que você pode estar acostumado a ouvir nos noticiários, aquela dos grandes bancos.

Falo de poupança no sentido literal da palavra: poupar para ter uma reserva financeira. Quando você faz isso, você obtém um superpoder: o poder de escolher.

Escolher para onde mudar, escolher se volta a estudar e, principalmente, escolher se demitir para procurar um outro emprego em algo que te satisfaça.

Abaixo, listo três dos melhores investimentos que eu acho que podem te ajudar, no longo prazo, a encontrar uma carreira que te satisfaça e ao mesmo tempo não ter problemas financeiro.

Afinal, as dívidas podem impactar e muito a sua capacidade de poupar, em outras palavras, capacidade de poder escolher.

1) Capital Intelectual

Os livros são as fontes de conhecimento mais acessíveis no mundo. Anos e mais anos de experiência condensados em algumas horas de leitura.

Nos dias de hoje, ainda se valorizam muito os conhecimentos que as pessoas trazem para a sociedade na forma de atividades que geram valor aos outros. Ao longo da sua vida, tente ao máximo adquirir novos conhecimentos que te tornarão uma pessoa indispensável no mercado.

Isso te trará estabilidade financeira no longo prazo, contanto que sempre tenha em mente o valor que pode gerar à sociedade em que vivemos.

Há vários exemplos de pessoas que se tornam inertes às oscilações do mercado, empresas sempre estarão falindo e sendo criadas, e quem dita isso são as pessoas que consomem os produtos e serviços. Porém há pessoas que têm suas vidas diretamente impactadas com isso e outra que nem tanto.

Desenvolvimento de Software

Todos falam da evolução tecnológica e de como cada vez mais estamos conectados. Neste cenário, a demanda por pessoas que entendem de tecnologia está crescendo.

O real valor de um desenvolvedor está no fato de que ele pode ser visto como um intérprete entre as máquinas e os humanos.

Existe uma lógica na programação de computadores, que convenhamos não mudou muito nos últimos anos – os bits de hoje ainda são bem similares aos bits de anos atrás, pelo menos por enquanto – e ela pode ser aplicada em diversas linguagens de programação.

Enquanto tais linguagens foram se transformando com o tempo, desde programas feitos em FORTRAN (1957) até os aplicativos mais atuais escritos em JavaScript (1995), os fundamentos permanecem os mesmos.

Isso torna o conhecimento perene, ou seja, uma vez aprendido ele pode ser adaptado e usado continuamente.

Sommelier

O sommelier, tanto de vinhos como de cervejas, é uma pessoa que está envolta em um mercado milenar: a cervejaria mais antiga do mundo – a alemã Weihenstephan (sim, tive que dar um Google) – opera há mais de 950 anos!

Os estudos de um sommelier podem ser aplicados em diversas áreas, desde harmonização de menus em restaurantes até cursos e criação de experiências em hotéis, eventos e lojas.

Lugares por todo o mundo necessitam deste tipo de conhecimento e hoje a internet permite alcançar grandes audiências.

Enquanto houver alguém em algum lugar bebendo cerveja ou vinho haverá espaço para um sommelier.

Músico

O músico também tem um papel fundamental na sociedade, afinal quem não gosta de música? Além disto, o conhecimento musical está presente no mundo todo, a música transcende tempo e local.

Aprender música é como aprender uma nova língua. Este exercício com certeza te trará muitos benefícios no longo prazo. Foto por Caio Henrique

Uma pessoa que aprende música consegue não só dar aulas como realizar apresentações, e hoje em dia, criar canais de entretenimento para atingir milhões de pessoas usando as redes sociais – The Doooo, Youtuber com mais de 2.8 milhões de fãs ficou famoso por tocar guitarra enquanto joga vídeo game online ou quando está navegando no Omegle.com.

Cito aqui algumas das minhas áreas de estudo favoritas que a princípio não parecem ter nada em comum, mas todas trazem algum valor para outras pessoas na forma de produto ou serviço e continuarão existindo por um bom tempo. 

Sempre procure áreas que te interessam e não tenha medo de dedicar tempo e esforço para se desenvolver nelas.

No longo prazo, este conhecimento pode se tonar seu escudo contra crises econômicas e ainda te ajudar a ter uma renda extra para poupar.

2) Capital Social

Conhecer pessoas é tão importante quanto estudar novas habilidades. As amizades abrem portas para experiências únicas. Foto por Omar Lopez 

Capital intelectual pode te proteger contra diversas situações adversas, porém há um risco generalizado na economia de um local que pode impactar todas as pessoas, inclusive as com grande capacidade de trazer valor através do seu conhecimento.

Riscos generalizados em sociedades podem ser reduzidos através do capital social, ou seja, através da sua rede de conhecidos.

Com quantas pessoas você interage em um mês? 10? 20?

Onde elas vivem? No seu bairro? Na sua cidade? Todas vivem no seu país?

Pesquisas mostram que a maioria das pessoas empregadas acharam suas vagas através da sua rede de contatos. O problema surge quando observamos que nossos amigos tendem a ter gostos similares aos nossos, ou morar próximo da gente ou até mesmo no mesmo prédio/bairro.

Isso faz com que muitas pessoas tenham uma rede de conhecidos que é fechada e composta por pessoas com histórias similares.

Da mesma forma que, ao não diversificar nossos investimentos corremos o risco de uma crise afetar toda a nossa poupança, podemos sofrer consequências negativas de nos rodear de pessoas com o mesmo perfil que o nosso.

Investimento em capital social, em conhecer pessoas novas em lugares novos e manter contato com elas é imprescindível para se obter estabilidade no longo prazo.

Hoje moro na Holanda (meu terceiro país em 5 anos) e tenho amigos literalmente por todos os continentes.

Isso me permite manter contato com pessoas que possuem histórias diferentes e, caso necessário, consigo conectar com empresas, parceiros e investimentos em diversos países. A internet é uma ferramenta que permite a qualquer um este tipo de rede de contatos.

Por muitos anos, achei que intercâmbios, viagens e coisas do tipo eram uma imensa perda de dinheiro/tempo – a primeira vez que entrei em um avião tinha 23 anos.

Hoje vejo que tal bagagem pode te levar a outros patamares permitindo a abertura de portas em situações e lugares nunca antes imagináveis.

Viajar é se expor a Cisnes Negros positivos. É estar aberto a encontrar pessoas e experiências que podem mudar sua vida. Foto por Steven Lewis 

Atualmente, até com vídeo games e o advento dos eSports, é possível investir em capital social. Todos nós temos uma sobrinha/irmã/prima que joga vídeo game.

Uma atividade que antes era vista apenas como perda de tempo ou entretenimento vazio, se bem estruturada por ser uma grande oportunidade de internacionalização.

Uma amiga do trabalho me contou que graças aos jogos multiplayers conseguiu fazer amigos no Reino Unido que por sua vez a ensinaram a falar Inglês através destas partidas colaborativas e da amizade que foi formada através de um gosto em comum.

LinkedIn, uma rede social de profissionais, foi vendida para a Microsoft por 26 bilhões de dólares em 2016. Isso mostra em parte o valor que tais canais possuem atualmente.

Sempre esteja aberto a conhecer pessoas novas e manter contato (do Inglês, weak ties) com culturas diferentes, seja nos diversos estados e cidades do Brasil, seja na America Latina ou em qualquer lugar do mundo.

3) Língua estrangeira

Foto por Priscilla Du Preez

Para que consigamos uma expansão na nossa rede de contatos e que possamos adquirir capital social, é necessário muitas vezes falarmos uma outra língua, ou pelo menos estarmos abertos a outras culturas.

Conforme falarei em posts futuros, ambas as coisas andam lado a lado: falar uma outra língua envolve aprender sobre uma outra cultura. Percebemos isso facilmente ao interagir com pessoas de outros estados.

Morando em São Paulo e descendente de nordestinos, percebi claramente as diferenças culturais que permeiam a minha cidade, tanto em forma de vestimentas, hábitos e linguajar.

Para se aprender inglês, por exemplo, é necessário estar imerso na cultura de um país que fala tal língua como Reino Unido ou Estados Unidos.

Morando em São Paulo é fácil observar pessoas vestindo marcas americanas, falando termos internacionais no dia a dia, comendo comidas e consumindo entretenimento da terra do Tio Sam.

O que falta muitas vezes é coragem para criar o hábito de aprender a língua (e sim, isso é uma tarefa que não tem prazo de terminar – ninguém se torna 100% fluente em nenhuma língua) e explorar oportunidades de interagir com pessoas de fora.

Seja em poupar uma grana para fazer um intercâmbio ou jogando online e usando redes sociais.

Conclusão

Fui criado em uma família de funcionários públicos e um dos meus maiores medos era ficar desempregado em face a uma crise.

Hoje, após anos de aprendizado, tenho confiança que meu capital social e intelectual é algo que gera valor para as pessoas ao meu redor e posso atravessar os mares (literalmente no meu caso) e explorar o mundo de uma forma espontânea e seguindo o meu próprio caminho.

Para isso, obtive certa fluência em inglês por conta própria, aprendi muitas coisas que me ajudaram a obter fontes de renda.

Desde programar em Python até sobre produção de cerveja, passando por marcenaria, culinária e psicologia, e hoje tenho amigos espalhados por todos os cantos do mundo onde apenas guardo boas recordações.

Nem sempre é claro para nós como ou porque somos atraídos por certas formas de conhecimento.

Dada a natureza do ser humano (especialmente a formação do cérebro), nem tudo conseguimos verbalizar.

O que realmente importa é seguirmos essa “voz” dentro de nós que nos permite explorar o mundo e atingir nosso máximo potencial. E assim trazendo valor para as pessoas ao nosso redor.

Isso tudo é parte da natureza humana, mas fica para um próximo post.

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