Investimentos

O melhor investimento para os jovens

O que te faz feliz? O que você busca? Na maioria das vezes, essas respostas tem muito pouco a ver com ganhar milhões de reais ou ser muito rico.

Dicas para quem quer descobrir o que fazer da vida

Afinal, dinheiro traz ou não traz a felicidade?

Todo mundo já ouviu essa história de que dinheiro não é tudo na vida. Mas a gente sabe que os boletos estão sempre lá no final do mês esperando para serem pagos.

Por outro lado, ninguém quer trabalhar em um emprego apenas pelo dinheiro.

Muitas pessoas estão em empregos que talvez não sejam o que gostariam de fazer para toda a vida. No entanto, geralmente veem isso como algo temporário.

Na verdade, o segredo – como em muitas outras coisas da vida – é que não há segredo. Sua felicidade não está atrelada a nenhuma outra coisa além da sua interpretação da vida, ou seja, sobre qual o papel que você quer ter neste mundo.

O que te faz feliz? O que você busca? Na maioria das vezes, essas respostas tem muito pouco a ver com ganhar milhões de reais ou ser muito rico.

Por exemplo, uma pessoa que tem como maior objetivo de vida buscar segurança para a sua família está motivada pelo medo. Se essa mesma pessoa do dia para a noite ganhar 10 milhões de reais na loteria, ela pode começar a se sentir perseguida. Pode ter medo de sair na rua, medo de perder todo o dinheiro, de ser sequestrada e por vai.

Logo, fica claro que MAIS dinheiro não necessariamente significa MAIS tranquilidade. E essa felicidade só vai ser conquistada se pessoa atacar o mal pela raiz – entendendo o que a motiva.

Entenda o que te motiva

Entender o que te motiva a acordar todo os dias ou a querer uma vida melhor é imprescindível antes de se falar de dinheiro. Você acha que bilionários como Bill Gates ou Mark Zuckerberg estão buscando mais dinheiro apenas para ficarem mais ricos?

Muito provavelmente, eles já têm mais que o suficiente para uma vida regada a luxos. O que buscam com o dinheiro é um meio para comparar seus resultados.

E quais resultados são esses? Daquelas coisas que os motivam a ser cada dia melhores: suas empresas e o valor que elas trazem para a sociedade.

Então, a melhor forma de saber onde investir é saber o que te move.

O psicólogo Abraham Maslow estudou a fundo o que motiva as pessoas e propôs uma divisão de forma hierárquica ou de pirâmide.

As necessidades mais fundamentais ou fisiológicas são as que mais motivam os seres humanos. O desejo de sobreviver. Estas são as necessidades que nós tendemos a focar primeiro e sem elas todo o resto não importa.

Se você está lendo este blog muito provavelmente as suas necessidades básicas estão sendo cobertas como comida, roupas e um teto para morar. Acima destas necessidades está a segurança.

O segundo maior motivador do ser humano é o fato de ter garantias de que suas condições básicas serão atendidas.

Por exemplo, uma vez que tenha um lugar para morar, a pessoa pode focar em ter um lugar fixo onde não irão despejá-la. Acima disto, vem a necessidade por relacionamentos saudáveis e o reconhecimento dos outros que traz confiança e melhora a autoestima.

Imagem criada por Joshua Seong

Uma vez que a pessoa possui comida, uma casa e garantias de que o pão nosso de cada dia não irá faltar tão cedo, o próximo passo tem a ver com o grupo de pessoas ao seu redor. E por último e mais importante e maior motivador de qualquer pessoa é a realização pessoal.

A realização pessoal é o único motivador que não acaba nunca. Você pode ter comida suficiente, dinheiro suficiente, amigos o suficiente. Porém, se existe algo que te faz querer ser melhor e que ajuda as outras pessoas, não há limites.

Pessoas podem passar uma vida inteira imersas nessa paixão que é sempre querer se tornar melhor.

Portanto, uma vez garantido o básico da sobrevivência, a sua realização pessoal será aquilo que irá te levar mais longe.

Tendo isso em vista, o dinheiro se faz necessário em cada parte da pirâmide. Não estamos falando de grandes fortunas, mas o suficiente para poder estar em uma condição na qual te permite se sentir realizado.

Então, até certo ponto, o dinheiro importa sim! Porque, sem ele, seu foco muito provavelmente será uma das necessidades mais básicas.

Não tenha preconceito com dinheiro

As vezes vemos uma pessoa na rua com um carro caro ou vivendo uma vida de luxo e automaticamente levamos uma conotação negativa à pessoa.

Ah, ele provavelmente está envolvido com corrupção.

Deve ter roubado de alguém. Deve ter herdado do avô. Deve ter tido muita sorte. E muitas outras mais.

O problema deste tipo de pensamento é que: primeiro, o foco deixa de ir para você e sua realização pessoal e passa a ser outra pessoa.

Em segundo lugar, muito provavelmente você está errado (mesmo no Brasil).

Muitas pessoas pensam que para que alguém ter ganhado dinheiro alguma outra pessoa perdeu.

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Sendo que na verdade, essa mentalidade de escassez não existe. Pessoas empreendedoras adicionam valor na sociedade através das suas ações. E isso geralmente implica em ajudar mais pessoas.

Foto por Nattanan Kanchanaprat

O dinheiro basicamente amplifica o que você é. Se uma pessoa é de boa índole, ao ficar rica, continuará praticando o bem com mais recursos. O inverso também é válido – existem muitas pessoas que ao conquistar mais dinheiro se corrompem cada vez mais.

Warren Buffett um das pessoas mais ricas do mundo que conquistou toda sua riqueza do zero literalmente tem uma ótima definição de sucesso.

Para Buffett, o sucesso é medido pelo quantas pessoas gostam de você. Quanto das pessoas que você queria que gostassem de você gostam de você de verdade.

Logo, não ter uma opinião negativa sobre o dinheiro pode sim te fazer mais feliz. Pois ao buscar suprir suas necessidades com afinco, poderá atingir um patamar no qual sua existência em vida fará mais sentido.

O foco deixa de ser pagar dívidas e passa a ser “o que eu posso fazer para ajudar as pessoas?”.

Hoje em dia, eu descobri que minha paixão é o conhecimento e aprender coisas novas – e o melhor jeito de aprender é ensinando.

No entanto, quando era mais novo, a única coisa que se passava na minha cabeça era o medo de ser pobre para sempre e ter que passar aperto.

Uma vez que foquei em adquirir capital social e intelectual pude atingir um patamar no qual hoje faço o que amo e com muito conforto vivendo em um dos países com maior qualidade de vida do mundo.

Não sou rico nem nada do tipo, mas tenho uma vida que muitos me diriam que eu jamais conseguiria. Talvez até eu acreditasse nisso.

Logo, veja o dinheiro como uma cama elástica na qual conseguirá enxergar mais alto e mais longe.

Dinheiro não cai do céu, mas nasce do chão

O fazendeiro que planta café e coloca energia e trabalho para realizar o plantio e colheita geralmente ganha dinheiro no final do dia. O resultado disto é que ele traz valor para a sociedade.

Pessoas estão dispostas a pagar pelo produto vendido. Portanto, há uma grande relação entre o valor que uma pessoa ou um grupo de pessoas adicionam para a sociedade e o dinheiro que elas possuem.

Sempre tente ver a relação dinheiro-valor como duas faces da mesma moeda. Sem um não há o outro. Neymar ganha milhões todo ano e muitos – aqueles que xingam o cara do carro de luxo – acham que ele não deveria ganhar o que ganha.

Foto por Charisse Kenion

Porém, se observarmos com calma veremos que muitas pessoas (muitas mesmo) ao redor do mundo são apaixonados por futebol e pelo trabalho do Neymar.

Você pode não gostar de futebol, mas para muitos o Neymar adiciona sim valor como forma de entretenimento.

Aquilo que reduz o estresse do dia-a-dia, cria momentos de confraternização com amigos e familiares e está na rotina de várias pessoas.

O valor está presente, logo muito dinheiro gira em torno deste esporte.

“Se você não está fazendo a vida de alguém melhor, você está perdendo seu tempo.”

Will Smith

Ao praticarmos uma atividade seja ela o que for que nos traz prazer e além disto traz valor a uma ou muitas pessoas, estamos abrindo portas para ganhar mais dinheiro.

O melhor investimento é naquilo que nos motiva e traz maior valor para a sociedade. Steve Jobs era apaixonado pela cultura oriental e chegou até a fazer aulas sobre isso.

Outra de suas paixões era tecnologia. Ele acabou escolhendo a segunda que o permitiu criar produtos e serviços que até hoje trazem valor para muitas pessoas no mundo todo.

Conclusão

Uma vez que você atingiu um patamar financeiro estável, a única maneira de enriquecer e ser feliz ao mesmo tempo é realizando atividades que tragam valor para as pessoas e que te realizem.

Não há distinção entre empregado/empreendedor, trabalho em ONG/trabalho corporativo.

No final do dia, o que importa é investir seu tempo, o recurso mais escasso que possuímos, em busca de uma atividade que te de prazer e torne o mundo de alguém melhor.

As pessoas que estão fazendo isso sem preconceito ou dúvida, geralmente são as que aparecem nas capas de revista.

Qual será o seu próximo passo?

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