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Resenha do livro “Maestria” (Mastery) de Robert Greene

Talento ou esforço? O segredo por trás da história de grandes nomes como Leonardo Da Vinci, Mozart e Albert Einstein.

Talento ou esforço? O segredo por trás da história de grandes nomes

AutorRobert Greene
OrigemEstados Unidos
Ano2012
Nota no GoodReads4.29/5.00
Nota do Aprendiz Moderno10/10
Ficha Técnica

Finalmente, chegou a vez de fazer uma análise sobre um dos meus livros favoritos.

Para falar do livro tenho que começar falando do escritor (que talvez você nunca tenha ouvido falar).

Maestria é escrito por Robert Greene, escritor Americano que se ferrou muito na vida até conseguir seguir a carreira de escritor bem sucedido.

Hoje ele é palestrante e consultor para grandes CEOs, e pessoas famosas como o rapper 50 Cent – ele até escreve um livro sobre essa experiência de trabalhar junto o menino cinquenta centavos – no livro chamado A 50ª Lei.

No livro Maestria, o autor narra a história de grandes mestres da humanidade como Leonardo Da Vinci, Charles Darwin, Albert Einstein, Mozart, Goethe e muitos outros. E, ao contar a história deles, ele descreve como todos (sim, todos) passaram por processos similares de aprendizado.

Resumindo: eles cresceram com uma mente curiosa, descobriram uma paixão, encontram mentores pelo caminho e se dedicaram muitos e muitos anos.

O mais interessante do livro é ler sobre os “bastidores” das vidas destes grandes nomes da história. Além de perceber como todos vieram a se tornar grandes mestres em suas respectivas artes.

Abaixo listo meu top 5 pontos do livro. Pode ter certeza que deixei MUITA coisa interessante de fora.

Como disse Tom Bilyeu, esse não é um livro para ser lido, mas sim para ser estudado.

1. A fantástica história de Charles Darwin

Charles Darwin biólogo britânico e naturalista. Escreveu o célebre livro “A Origem das Espécies” que trata da teoria da evolução. Fonte: Wallpaper Flare

Charles Darwin se considerava um garoto comum, que não aprendia com tanta rapidez. Gostava de colecionar insetos quando era criança. Sim, isso mesmo, ele era meio estranho assim.

Mas o que ele estudou foi medicina por “sugestão” do pai, e nunca gostou. Até que uma oportunidade apareceu de ir para a América do Sul catalogar espécies de animais a pedido do governo Inglês.

E ali começou uma jornada incrível a contragosto da família que queria ver o Dr. Charles na medicina.

Depois de cinco anos no mar, retornou e em meio à politicagem do governo da época foi aos poucos tecendo sua teoria da evolução que hoje é um dos grandes marcos da história humana.

A vida de Charles Darwin contém elementos que se repetem nas dos demais gênios. Recomendo a leitura!

2. O mapa para Maestria

A paixão intensa por uma atividade faz com que você pratique muito mais do que a média. Foto por Hamid hamido

Esses são os elementos que estão presentes nas vidas dos grandes nomes:

  • Uma paixão intensa por algum tema durante sua juventude.
  • Uma oportunidade única que aparece durante a vida.
  • Uma fase de aprendizagem em que se destacam por sua energia e foco.

O foco em aprender vem da paixão intensa por fazer algo, seja Mozart com a música e composição (que estudou desde os 3 anos) até Charles Darwin com a incessante paixão por colecionar espécimes.

Ao passar anos com esse foco intenso em aprender sobre um mesmo tema, oportunidades surgem para elevar seus conhecimentos e torna-los únicos. Algo que nunca foi visto anteriormente.

E essas oportunidades não surgem apenas por talento inato, mas sim de algo que vem de dentro e está lá desde sempre. A curiosidade natural das pessoas. E ela se torna incrível ao passo que as pessoas dão asas para essa paixão que é explorar o mundo a respeito de um ou outro tema.

Em outras palavras, quando focam quase que 100% da vida em uma atividade seja jogar futebol (Ronaldo Fenômeno), cozinhar (Alex Atala) ou atuar (Antônio Fagundes) acabam atingindo níveis raramente vistos.

Essas inclinações podem ser voltadas para música, esportes, matemática, ciência ou filosofia. Não importa o tema, o que importa é a força de vontade da pessoa em querer focar naquilo mesmo quando a sociedade nos diz para fazer algo diferente.

Afinal, se fosse pelo pai de Charles Darwin ele teria sido um médico Inglês que nós nunca teríamos ouvido falar.

3. A dinâmica Aprendiz x Mentor

E todos passam pela dinâmica do mestre/mentor e do aprendiz. A vida é curta para se aprender tudo do zero. Ao passar um tempo aprendendo com um mestre, a velocidade de aprendizado aumenta e muito.

E para você que acha que isso é coisa das antigas, é só parar para observar como marceneiros trabalham.

A maioria não aprendeu sua profissão por estudo formal, mas sim com a mão na massa. Trabalhando para alguém mais velho (mestre/mentor) que resolve passar o conhecimento adiante.

E isso também se aplica no ambiente corporativo. Grandes líderes, presidentes e CEOs tendem a ser mentoras para outros funcionários que estão dispostos a colocar energia para crescer na empresa seja em um processo de trainee ou mentoria corporativa.

A diferença é que como o aprendiz sempre irá aprender mais rápido – afinal tem um mentor que pode passar os conhecimentos ao invés de aprender do zero – ele consegue chegar ao mesmo nível do seu mestre mais cedo na vida.

E aí que mora o pulo do gato. Logo, o aprendiz se torna independente e preparado para criar algo inovador tendendo a superar os conhecimentos do mestre.

Ler livros também é um meio de absorver conhecimento para seu aprendizado. O autor é o seu mentor, mesmo que ele não saiba disso. Foto por Dollar Gill

Como o autor descreve, aprender sobre um tópico é como escalar uma montanha.

Imagine que cada coisa na vida (música, artes, filosofia, matemática, programação, etc) é uma montanha. Quanto mais você aprende, mais alto você chega em um determinado tópico.

E quando você chega no topo, você tem a visão mais privilegiada: você consegue ver tudo ao redor inclusive como as montanhas se relacionam entre si.

E aí você atinge a maestria: a habilidade de chegar a conclusões únicas após anos de dedicação que te rendem um acúmulo de conhecimentos nunca antes visto.

Muitas vezes essas conclusões são as novidades que mudam a vida de todos. Desde Albert Einstein, com a teoria da relatividade, até John Coltrane, com sua habilidade única de tocar saxofone, e que revolucionou o jazz.

4. Três passos para aprender

Segundo o autor, existem três passos para a aprendizagem ideal. E cada um toma a frente do outro.

  1. Aprender observando (modo passivo)
  2. Aprender praticando (moto prático)
  3. Aprender experimentando (moto ativo)

O primeiro modo é como aprendemos com um adulto. Qual criança que nunca ficou ali do lado de um adulto observando-o fazer algo com habilidade, por exemplo tocando um violão, cozinhando ou desenhando?

O segundo modo é o prático, quando sob a supervisão de um mestre (professor, treinador, amigo mais experiente, chefe, diretor, etc.), praticamos as habilidades em um processo que pode levar de alguns meses até alguns anos.

É a criança que vê o primo mais velho tocando violão e após alguns anos começa a estudar com professores (hoje em dia, um processo que pode até ser 100% online, e de graça).

A música pode ser aprendida atráves do processo de maestria. Foto por Niek Verlaan

E a última etapa – e a mais curta – é a fase de experimentação. Após anos de pratica, as experiências começam a se acumular na vida da pessoa e aí surgem ideias únicas que ninguém nunca pensou.

Com as habilidades afiadas por anos de treino a pessoa não só é capaz de pensar as ideias, mas também de executá-las!

5. Inteligência Social

Um dos capítulos mais marcantes do livro é este que trata sobre inteligência social.

Segundo o autor, um dos maiores desafios para se atingir maestria em um determinado tópico é a resistência das outras pessoas a novidades.

Se você parar para pensar, os mestres de hoje (que eram aprendizes anos atrás) têm uma experiência de vida diferente e muitas vezes não conseguem ver ou entender as ideias dos mais novos.

Somado a isso, temos o fato de que os que estão iniciando uma carreira de aprendizado, geralmente têm menos poder de influência em um determinado grupo.

Seja um músico que quer tocar de um jeito diferente e é rejeitado da faculdade, ou um chef que quer cozinhar algo inovador e não consegue pois o dono do restaurante não o permite.

Saber como contornar a situação e observar as pessoas como elas são – com seus desejos e medos – é essencial para superar estas barreiras. O aprendiz tem que entender a dinâmica do seu grupo e não agir como se o mundo girasse ao seu redor.

Deixar de ser egocêntrico e imaginar que todos devem admirar suas ideias é a chave que os grandes nomes utilizaram para conseguir encontrar seu espaço.

O sucesso sem inteligência emocional está fadado a ser curto – até que alguém sabote ou tome seu lugar. E o livro cita diversos exemplos.

Esse talvez seja um dos capítulos mais intensos do livro e conta uma das minhas histórias favoritas: a vida de Benjamin Franklin.

Conclusão

Albert Einstein, o mestre da imaginação. Fonte: Pixabay

Para mim, a ideia do livro não é dar nenhuma dica ou segredo, mas te fazer refletir sobre o ponto chave de qualquer maestria: curiosidade nata que move as pessoas e muitas vezes é deixada de lado por não se encaixar nos padrões da sociedade.

Muitos pensam:

Ah, isso aí é coisa de gênio, coisa de quem nasceu com talento acima da média. Eu não nasci assim

Isso aí é para os ambiciosos ou egoístas, isso é para quem pensa só em sucesso e dinheiro”.

E o livro deixa claro que esses são pensamentos tendenciosos de pessoas que cedem às pressões sociais seja do pai ou da mãe, família, amigo e comunidade.

O que ele denomina como “falso eu” é essa ideia de que não nascemos para isso.

O livro mostra claramente em diversas partes como o ser humano nasceu para ser incrível sim! Os milhares de anos de evolução nos tornaram um ser criativo que consegue realizar coisas inovadoras.

Esqueça o que acham que você deve fazer da vida, foque na criança dentro de você que sempre quis ser astronauta, jogador de futebol, músico ou artista e tente extrair o que isso significa na sua vida. Idealmente, utilize uma estratégia que seja menos arriscada como a estratégia Barbell.

Maestria é um processo natural e com ele traz muitos benefícios tanto para você como para a sociedade.

Ou vai me dizer que Einstein, Da Vinci, Goethe, Darwin e tantos outros não ajudaram muito mais a sociedade do que se estivessem desistido das suas ambições?

O que te motiva?

Qual é aquele momento do seu dia a dia que realmente te deixa feliz? Que só de pensar você já abre um sorriso?

É isso sobre o que este livro fala.

E é isso que levou muitos à maestria.

E aí? Topa descobrir o que te move?

Sobre o autor

Robert Greene – Fonte: Wikipédia

Robert Greene é um escritor americano nascido em Los Angeles (Califórnia) e escreveu seis livros bestsellers que foram traduzidos para diversas línguas incluindo Português, Espanhol e Árabe.

Alguns de seus livros são “As 48 Leis do Poder“, “A Arte da Sedução” e “A 50ª Lei“.

Antes de se tornar escritor, ele trabalhou em mais de 80 lugares diferentes fazendo bicos como pedreiro, tradutor, editor de revista e roteirista.

Atualmente, é conhecido por ser conselheiro para grandes personalidades e milionários como o rapper 50 Cent.

DESAFIO DO APRENDIZ MODERNO: Ler a introdução do livro Maestria (de graça no site da Amazon) e listar todos os momentos legais do seu dia de trabalho tentando entender qual é a razão pela qual você se empolga ou se anima ao realizar determinadas tarefas.

Comente o que achou desta análise!

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Brasileiro vivendo na Holanda viciado em livros e em aprender coisas novas. Meu objetivo é ajudar muitas pessoas a se tornarem melhores e mais capazes através do esforço próprio para no futuro poder causar um impacto positivo no mundo.

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