Empreendedorismo

Inovação – o baralho das oportunidades

Como inovação na prática é um jogo de longo prazo e conhecido há mais de mil anos.

O sinônimo de inovação é errar.

Sejamos sinceros: ninguém gosta de errar.

As vezes acontece de tentarmos cozinhar alguma receita nova, aprender uma nova habilidade ou tentar fazer algo inédito em nossas vidas.

E aí, erramos.

Ficamos sem sobremesa naquele almoço em família – não endureceu na geladeira.

As coisas não saem como imaginamos.

Caímos de bunda no chão.

Os filósofos do estoicismo já falavam disso há quase dois mil anos.

Não, eles não falavam para colocar mais amido de milho na receita.

Eles falavam que situações assim não acontecem em nossas vidas. Elas são as nossas vidas.

É o que nos foi dado.

Reclamar, espernear e xingar podem ser reações imediatas. No entanto, as únicas reações que vão te levar a algum lugar são: parar, refletir e aprender com os erros.

Então pode xingar, mas não perca muito tempo nisso.

E o mesmo acontece com inovação e empreendedorismo.

O que é Inovação?

Inovação é criar algo novo. Uma ideia, um produto, uma solução que possa trazer valor a alguém.

Já o empreendedorismo é transformar inovação em um negócio sustentável, ou seja, que traga valor para as pessoas em ambas as partes: investidor e consumidor.

E para criar algo novo seja um produto ou serviço são necessários alguns pontos:

Uma ideia inovadora

Primeiro, necessitamos de uma ideia.

Existem muitos que acham esse passo o mais difícil, mas a partir de experiências de vida conseguimos observar diversas situações problemáticas onde são possíveis imaginar inúmeras soluções para resolvê-las de modo criativo.

Ou quando aumentamos nossa rede de contatos e observamos problemas nas empresas onde trabalhamos ou com amigos e familiares.

Seja observando ou vivendo um problema real na sociedade, ou a partir da nossa imaginação, conseguimos ter uma ideia que pode ser tornar algo que ajudaria as pessoas.

Porém, só ajudar não é o suficiente.

Um modelo de negócios sustentável

Um modelo de negócios sustentável é uma forma de financiar o produto e ou serviço de modo que se consiga trazer mais valor para as pessoas.

Seja através de investimentos externos e criando uma marca como muitas ONGs fazem, ou através de um produto ou serviço lucrativo.

Ou seja, o qual pessoas enxergam mais valor no produto do que no dinheiro que elas têm a fim de pagar por isso.

Este passo é essencial afinal fazer um produto/serviço lucrativo ou captar investimentos são os únicos jeitos de fazê-los chegarem a mais pessoas.

Perseverança

Por mais que se tenha uma ideia e um modelo de negócios, uma hora as coisas vão dar errado. Uma hora o plano não vai sair como planejado da mesma forma que você tenta fazer uma receita e dá errado.

E nessas horas é necessária força de vontade para perseverar – em outras palavras – não largar o osso quando a coisa fica difícil. Parar, refletir e procurar novos ângulos para tentar.

O erro torna a solução antifrágil

A porcelana é frágil: ao menor impacto quebra. O antifrágil é aquilo que quanto mais impacto receber mais forte fica. Foto por chuttersnap.

Já comentei no blog sobre esse termo antifrágil cunhado por Nassim Taleb. Significa o contrário de frágil.

Algo que é frágil, como um copo de vidro, se cai no chão quebra. Algo robusto, por sua vez, como um copo de metal, se cai no chão consegue resistir à quebra.

Porém, algo antifrágil, se torna mais forte cada vez que cai no chão. Cada vez que erra. Cada vez que toma uma pancada da vida.

O ser humano é assim. Quanto mais erramos, mais aprendemos e melhores nos tornamos.

Portanto, as melhores inovações saem de situações antifrágeis. Onde através das tentativas – e principalmente – dos erros conseguimos criar soluções melhores que as anteriores.

Tentativa e erro

Tentativa e erro fazem parte das nossas vida. É assim que as crianças aprendem e se tornam melhores. Foto por Esther Merbt.

Inovação assim como a vida é um jogo de cartas.

E neste jogo, cada carta virada na mesa é um erro nosso. Uma situação que não saiu como planejado. Um chute na bunda dado pela vida. Uma lição.

As cartas na mesa, por mais que sejam os nossos erros, estão sendo distribuídas para que possamos começar a jogar o jogo. É a nossa mão de cartas. Sem elas não dá nem para começar jogar!

Porém, muitas pessoas desistem ali – muito antes do jogo começar – achando que estão perdendo. E na verdade, o jogo ainda nem começou.

Sem os erros, não conseguiríamos ir para frente em nossas vidas. Ou você conhece algum bebê que aprendeu a andar sem sequer cair nenhuma vez?

Nós não viramos para um bebê no primeiro tropeço e pensamos: “Ah, viu só! Essa criança não nasceu para andar não… Não é boa nisso.”

Na verdade, o que acontece é que a gente pede para a criança engulir o choro e tentar novamente, e novamente, e novamente até conseguir…

No entanto, alguns podem virar para um aspirante a músico ou alguém tentando fazer algo novo e dizer: “Ah, ele não tem talento para essas coisas não, ele não nasceu para isso…”

Como pode alguém definir uma trajetória de vida em uma única observação? Ou em 10? Ou em 100?

O jogo da vida é um jogo de longo prazo. Mestres em suas artes demoraram anos para conseguir atingir os patamares que atingiram.

E suas histórias são recheadas de fracassos. Pois cada um desses fracasos os ajudou – assim como uma carta extra na mão – a conseguir jogar melhor este jogo da vida.

O Google – uma das mais valiosas empresas da história da humanidade – errou tantas vezes que eles até criaram um cemitério de mentira para os produtos que não deram certo. Google+, Google Reader, Nexus Q e tantos outros que você provavelmente nunca nem ouviu falar.

E pode ter certeza que cada um desses errinhos não saiu por menos de alguns milhões de dólares em marketing, desenvolvimento e investimentos.

 Conclusão

Para inovar temos que estar preparados para errar. Foto por Jonas Denil

Inovar e errar são sinônimos, e assim como inovação, errar é uma arte.

Exige que tentamos coisas novas o tempo todo, sejamos rápidos em nos reerguer e não gastemos energia com reclamações sobre o “copo derramado”.

Já caiu, já deu errado, o que podemos aprender?

Essa é a atitude que leva empreendedores de sucesso a lançar no mercado produtos e serviços que ajudam as pessoas.

E isso vale desde Larry Page criando a Google quanto o seu Zé da padaria do seu bairro. Ambos estão trazendo valor para as pessoas e pode ter certeza que a vida deles é repleta de tentativas que não funcionaram.

Errar por errar é ineficiente.

Como já diz o ditado: errar é humano, persistir no erro é burrice. Então saber parar para refletir após um erro e extrair o máximo de aprendizado é o mais importante.

Errou. Parou. Pensou. Entendeu. Agiu.

A ação feita através de um erro é muito mais eficiente. Mais erros na sua bagagem são como mais cartas na mão na hora do jogo.

Quando começamos a nossa jornada, nossa mão é escassa, não temos muita visão de como é o jogo.

Porém, ao passo que vamos tentando e errando, vamos aprendendo e nos tornamos melhores jogadores.

E você? Já errou hoje?

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