Conhecimento Inteligência Emocional

5 passos para desenvolver a inteligência emocional no trabalho

Como usar a inteligência emocional para crescer na carreira.

Como usar a inteligência emocional para crescer na carreira

Já parou para pensar que chamamos ambos o Ronaldinho e o Einstein de gênios sendo que suas especialidades são completamente distintas?

Alguns podem discordar de um ou outro, mas ambos atingiram a maestria em seus domínios após muito treino: um em física moderna, o outro em físico e futebol.

A inteligência de ambos é a capacidade de compreender a situação em que se encontravam e tentarem resolver os problemas a sua frente.

Não é só porque uma pessoa não vai bem na escola ou em uma matéria que ela não pode ser inteligente. A inteligência toma várias formas.

A sociedade – e por consequência o mercado de trabalho – sempre reconheceu o valor das diversas formas de inteligência (Ronaldinho e Einstein ambos ficaram famosos) e atualmente se tem falado de um tipo bem específico: a inteligência emocional.

Inteligência emocional pode ser definida como a capacidade de um indivíduo de reconhecer suas emoções e das pessoas ao seu redor, saber administra-las de forma a guiar seus pensamentos e atitudes a seu favor e ter a capacidade de ajustá-las para se adaptar a diversas situações ou atingir objetivos.

O termo Inteligência Emocional (IE) apareceu pela primeira vez em um artigo cientifico intitulado “The Communication of Emotional Meaning” de 1964. Porém ficou famoso com o livro “Inteligência Emocional” do jornalista Daniel Goleman publicado em 1995.

As pressões do mundo moderno estão cada vez maiores e mais constantes. Seja devido à globalização e a super conectividade fazendo com que estejamos conectados com tudo que acontece o tempo todo.

Ou mesmo devido à exposição das nossas vidas nas redes sociais. Tudo isso traz muitas ansiedades e angústias em um nível nunca antes visto.

Saber reconhecer suas emoções e utilizá-las a seu favor para conseguir superar os desafios do mundo moderno não é só algo positivo como também necessário para sobreviver de maneira saudável.

Assim como a educação financeira, a educação emocional não está presente nas escolas. E se educar em neste tópico talvez seja o primeiro passo.

1. Adquira educação emocional

Para nos tornarmos emocionalmente inteligentes precisamos primeiro adquirir educação emocional.

Educação emocional nada mais é que a habilidade de parar e reconhecer o que você está sentindo. Este tipo de educação é diferente do que aprendemos na escola pelo simples fato de que necessitamos utilizar outra parte do cérbero.

Como assim?

O nosso cérebro tem muitas partes. Por exemplo, quando aprendemos conceitos lógicos, estamos utilizando a parte frontal do córtex – área do cérebro responsável pelas habilidades cognitivas – e a memória.

Já quando criamos um hábito, ele fica armazenado em outra parte muito mais interna do cérebro os gânglios basais. E eles, por sua vez, ficam próximos a partes que coordenam os batimentos cardíacos e respiração, por exemplo.

Por isso, que certos hábitos em nossas vidas são quase tão automáticos quanto respirar.

Saber pausar e reconhecer sentimentos é um hábito e, portanto, necessita de uma maneira diferente de aprendizado. Não é algo que uma aula ou palestra irão nos ensinar. Precisamos treinar e repetir muitas vezes assim como quando queremos adquirir um novo hábito (ir na academia, parar de roer as unhas, levantar cedo, entre outros).

Educação emocional é o desenvolvimento da habilidade de reconhecer seus sentimentos e como eles agem em sua vida. E isso necessita prática constante até o ponto onde parar e pensar antes de agir por impulso emocional se torne algo automático.

Neste momento, estamos prontos para entender nossos sentimentos e agir a seu respeito.

2. Saiba reconhecer o que está sentindo

Viver a vida no automático faz com que paremos de observar nossos sentimentos. Talvez seja hora de pausar e refletir sobre o que sente. Foto por Joseph Gruenthal.

Saber parar e conseguir se perguntar “o que eu estou sentido?” é uma habilidade. E como qualquer habilidade requer treino. Porém, podemos facilitar tendo em mente os principais “grupos” de sentimentos que podemos experimentar:

  • Tristeza
  • Raiva
  • Medo (ansiedade)
  • Alegria
  • Excitação

Entender o que é um sentimento é talvez o ponto mais importante. O sentimento pode ser definido como um conjunto de sensações no nosso corpo e que estão relacionadas com um pensamento.

Somos muitas vezes motivados pelo medo. E muitas pessoas de sucesso conseguem canalizar o medo a seu favor tornando aquilo que as amedronta em algo motivador – o famoso frio na barriga que te faz trabalhar mais intensamente – e isso é um caminho.

No entanto, o estado de alerta constante ou de medo constante gera um estresse muito grande. Hormônios como cortisol são liberados em situações de “luta ou fuga”, porém nosso corpo não foi feito para vivenciar tais situações por longos períodos.

O que era algo benéfico quando momentâneo – fugir de um leão – se torna algo constante e prejudicial a nossa saúde e leva outro nome: ansiedade.

Saber reconhecer o que está sentindo e saber distinguir “o que eu sinto” de “o que eu sou” são passos essenciais para se ter controle sobre a situação e conseguir desenvolver a inteligência emocional – a capacidade de utilizar o que você e os outros ao seu redor estão sentindo para executar um objetivo.

3. Descubra se está acima ou abaixo do nível

A inteligência emocional faz com que saibamos a qualquer instante quando estamos imersos em nossas emoções. Foto por Sérgio

De acordo com o autor Jim Dethmer, existe um processo simples para sair de uma situação de desconforto emocional. A primeira pergunta que você deve se fazer é: você está acima ou abaixo do nível?

Acima do nível significa que você está em um estado presente, disponível, aberto e confiante.

Abaixo do nível significa que você está em um estado reativo, sob ameaça, contraído e fechado.

Está pergunta “onde você está?” é uma pergunta que nos coloca no contexto. Estamos sendo reativos a algum sentimento? Ou estamos conscientes e presentes?

Definir o nível é essencial para conseguir identificar o que estamos sentindo e principalmente distinguir o sentimento da reação.

4. Aceite a si mesmo

Aceite que sentimos o que sentimos e o alívio de não ter receio das suas emoções irá proporcionar ótimos momentos durante sua carreira. Foto por Brooke Cagle.

Após entender onde estamos, o próximo passo é aceitar o sentimento. Pode parecer estranho em um primeiro momento. Afinal, a gente supera e as coisas passam não é mesmo? Sim e não.

Muitas pessoas dizem que superam, mas realmente aceitar que estamos sendo reativos a um medo, ou raiva, ou ansiedade é mais difícil do que parece. E por que aceitar?

“Você não encontra paz através do entendimento. Você encontra paz através da aceitação.”

Tim Ferriss

Ao aceitar o que estamos sentindo deixamos o sentimento fluir pelo nosso corpo. E naturalmente ele é liberado. A aceitação faz com que concentremos no momento presente e é exatamente esse o papel do sentimento. E uma vez cumprido este papel, o sentimento se esvai.

O contrário também é valido.

Sentimentos reprimidos podem nos afetar negativamente em diversos aspectos de nossas vidas. Seja na nossa saúde, relacionamentos ou até mesmo na vida profissional – não é à toa que as empresas sempre buscam pessoas com grandes níveis de inteligência emocional para cargos de liderança.

Estas pessoas tem maior capacidade para perceber mudanças no humor das pessoas e do grupo (seja um time ou uma empresa inteira) e guiar esta interação de emoções para algo produtivo. Seja utilizando suas habilidades de comunicação ou mesmo controlando as próprias emoções.

5. Esteja disposto a mudar

Para melhorarmos devemos sempre estar dispostos a mudar nossos comportamentos. Foto por Chris Lawton.

Os sentimentos em nossas vidas vêm com um propósito: o de nos fazer prestar atenção.

Raiva, por exemplo, é um sentimento que nos mostra que algo está transpassando alguma barreira mental que criamos. Algo que precisa ser parado.

Tristeza é geralmente sobre algo que nos aflige e precisa ser superado.

“Raiva é dor demonstrada em público.”

Krista Tippett, jornalista e autora do podcast “On Being”

Reconhecer os gatilhos dos sentimentos e agir de modo a corrigi-los é o último passo.

Crises recorrentes, estresse contínuo e tristeza que vai e volta não são naturais ao ser humano. Entender o que está faltando – algumas vezes com ajuda profissional – é imprescindível.

Para alguns que acham que isso não é necessário, ou que dá para deixar para depois, sempre falo para verem como uma oportunidade de melhorar suas capacidades cognitivas.

Imagine quanto uma pessoa que produz incrivelmente bem, mas tem problemas de saúde – física ou mental – pode produzir a mais caso corrija estes problemas?

E isso vai desde sobrepeso a estresse e depressão. Casos mais graves obviamente necessitam mais nível de conhecimento. Logo, ajuda profissional é um caminho mais rápido. Mas para os demais casos, tirar um tempo para se aprofundar no assunto pode ser bem útil. Entender coisas do tipo:

  • Como os alimentos afetam nosso humor?
  • Por que exercitar-se é essencial para manter um bom funcionamento do corpo humano?
  • Como nossos pensamentos interferem na nossa vida?
  • Como nossos sentimentos interferem (positiva e negativamente) em nossas vidas?

Portanto, saber o básico sobre o funcionamento do corpo e da mente vai muito bem para quem tem um ou outro – ou seja todos nós.

A sua afinidade com os tópicos acima vai distinguir o quanto se aprofundar. Se você acha um tópico chato, procure auxílio profissional – nutricionista, treinador, terapeuta, etc.

Porém, tente se manter aberto a revisitar este tópico de tempos em tempos. Eu nunca gostei de biologia por boa parte da minha vida e hoje acho fascinante.

As coisas mudam e nós mudamos em relação a elas.

Conclusão

Inteligência Emocional será provavelmente uma das ferramentas mais importantes para alcançar o sucesso no mercado de trabalho do futuro.

Porém, IE é algo que não é tão ensinado nas escolas ou praticado em casa já que exige conhecimento emocional e nem todos estão dispostos a parar e entender seus sentimentos.

Muitos de nós somos reprimidos desde a infância com relação aos nossos sentimentos.

“Para de ter medinho. Engole o choro.”

“Para de ficar depressivo, isso é corpo mole.”

“Você é muito preguiçoso vai já fazer alguma coisa.”

Todos são exemplos de situações nas quais o melhor a se fazer é dar uma pausa entender suas emoções, deixa-las tomarem conta do seu corpo – afinal elas têm um papel importante em nossa vida – e, por fim, prestar atenção aos seus sinais de maneira consciente.

Já parou para pensar como suas emoções afetam seu dia a dia?

Você se sente ansioso(a) com frequência?

Você teve algum medo reprimido durante a infância?

Por que não tentar utilizar práticas de meditação ou o processo acima para fazer uma revisão completa das suas emoções e como as utiliza?

E como sempre falo neste blog: o que não aprendemos ainda vamos aprender através de muito treino, treino e mais treino. E a melhor hora para se começar é agora!

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